Sinais de guerra na Venezuela: uma pessoa morre e três são levadas para hospital em Boa Vista

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Duas ambulâncias venezuelanas com feridos cruzaram a fronteira em direção ao Brasil por volta das 9h (10h de Brasília) desta sexta-feira (22) em meio ao fechamento por ordem de Nicolás Maduro. Os veículos foram autorizados pelos guardas venezuelanos, apesar do bloqueio.
As ambulâncias seguiram primeiro para o Hospital Délio Tupinambá, o único de Pacaraima, mas depois saíram com destino ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, a 215 km da fronteira.

Funcionários do hospital de Pacaraima disseram ao G1 que os veículos transportavam ao menos três pessoas – duas delas feridas a tiros. A reportagem tenta contato com a direção das unidades, com a prefeitura da cidade e com o governo de Roraima.
Pela manhã, forças do governo de Nicolás Maduro e indígenas da comunidade San Francisco de Yuruaní entraram em confronto em La Gran Sabana, região que faz fronteira com o Brasil. Uma pessoa morreu e várias ficaram ferida, contaram lideranças indígenas à agência de notícias Reuters.
O jornal “EL Nacional” afirma que o confronto deixou dois mortos e 22 feridos, e que dois dos sobreviventes foram levados para Boa Vista.
Até a última atualização desta reportagem, entretanto, as autoridades brasileiras não haviam confirmado se os venezuelanos atendidos em Roraima foram atingidos durante o confronto.
Depois que as ambulâncias passaram, venezuelanos que se acumulavam na BR-174 questionaram os guardas venezuelanos, o que causou tumulto. Em reação, os guardas fizeram um cordão humano para bloquear a rodovia – até então eles não haviam se posicionado dessa forma.
Fronteira fechada

A fronteira da Venezuela com o Brasil segue fechada nesta sexta-feira (22), após Nicolás Maduro determinar o bloqueio por tempo indeterminado. Normalmente, a passagem é fechada à noite e reabre por volta das 7h do dia seguinte (horário local, às 8h de Brasília), o que não aconteceu nesta manhã.
Venezuelanos não podem atravessar a fronteira a pé e nem de carro. No entanto, desde o início da manhã, o G1 conseguiu observar vários grupos de venezuelanos usando rotas alternativas no entorno da BR-174, bloqueada pela Venezuela.
Parte desses caminhos ficam muito perto ao posto oficial de controle dos dois países e por volta das 8h30 guardas venezuelanos intensificaram a fiscalização pelo entorno da rodovia no intuito de conter a passagem irregular de pessoas para o país.
Ajuda humanitária

O presidente venezuelano determinou o fechamento para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Maduro vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.
Durante a tarde, após o anúncio do fechamento, venezuelanos correram para Pacaraima, cidade brasileira na fronteira, para comprar estoques de mantimentos. Um comerciante da região relatou aumento de 30% no movimento em relação a “dias comuns”.
O porta-voz do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Otávio Rêgo Barros, disse que a ajuda humanitária está mantida.
 

Fonte: G1

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