Edna Henrique cobra do Governo Federal urgência em repasses do programa Minha Casa Minha Vida

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A deputada federal Edna Henrique (PSDB-PB) demonstrou preocupação com os atrasos nos repasses do Programa Minha Casa Minha Vida por parte do governo federal. A parlamentar cobrou do Ministério do Desenvolvimento Regional e do Ministério da Economia, em caráter de urgência, a liberação dos recursos para reativar o programa que já está praticamente paralisado em diversos estados do Brasil.

Através do seu gabinete na Câmara Federal, a deputada protocolou requerimentos de indicação, encaminhados ao ministro do Desenvolvimento Gustavo Canuto e ao ministro da Economia Paulo Guedes. Edna Henrique alerta que os atrasos nos pagamentos estão comprometendo a saúde financeira das empresas de construção civil que se dedicam a construir casas populares, elevando ainda mais as taxas de desemprego.

Tido como o maior programa habitacional social do País, o Minha Casa Minha Vida está praticamente paralisado diante dos recursos não estarem sendo enviados à Caixa Econômica e, consequentemente, causando paralisação de contratos e demissões em massa. Só no estado da Paraíba, desde junho a Caixa não tem dinheiro para dar andamento as propostas de contrato na faixa 2. São cerca de quatro mil contratos parados, causando trauma e ansiedade em toda uma cadeia econômica, desde o construtor até o cliente. A consequência disso é que já começaram a ocorrer demissões. O problema da falta de recursos e demissões ocorre em todo o Brasil. Além da Paraíba, construtores de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já realizaram protestos”, destacou a deputada.

Em recente visita ao Ministério da Habitação, Edna Henrique foi recebida pelo Secretário Nacional de Habitação do Governo Federal, Celso Toshito Matsuda, para tratar de diversos assuntos, dentre eles, a liberação dos recursos para reativar o programa Minha Casa Minha Vida.

De acordo com a deputada, a última vez que a superintendência da Caixa Econômica na Paraíba recebeu recursos para contratos da faixa 2 foi em março deste ano e, mesmo assim, o dinheiro foi o que sobrou de outros estados. “O construtor constrói toda a obra com seu dinheiro e são pagos pela Caixa quando o cliente assina o contrato com o banco. Sem dinheiro na Caixa, o cliente não fecha contrato e os construtores não recebem. Está tudo parado”, pontuou Edna.

Somente na Região Metropolitana de João Pessoa existem mais de 4.500 imóveis novos encalhados, onde foram feitas inúmeras demissões devido à restrição de investimentos nos programas habitacionais.

O resultado é que na Paraíba, por exemplo, a crise afetou diretamente a cadeia produtiva do mercado imobiliário e da construção civil.

PROTESTOS

A falta de recursos e de uma resposta plausível, juntamente com os efeitos negativos desse impasse com as demissões em massa e perda de arrecadação por fornecedores, fez com que no último dia 15 de agosto, para chamar a atenção do Governo Federal, ocorresse uma carreata com destino a Superintendência da Caixa Econômica Federal, na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. O movimento ocorreu simultaneamente nos estados do Paraná, Rio Grande do Norte, Goiás e Pernambuco.

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