Crise na Venezuela: militares já teriam matado duas pessoas na fronteira com o Brasil, diz embaixadora; sete foram feridos à bala

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Em seu perfil oficial em uma rede social, Maria Tereza Belandria (foto), nomeada embaixadora da Venezuela pelo presidente interino Juan Guaidó, denunciou que pelo menos duas pessoas teriam morrido nos confrontos registrados nesta sexta-feira, 22, na fronteira entre Brasil e Venezuela.

Por meio de um vídeo gravado diretamente da Base Aérea de Boa Vista, Tereza lamentou a truculência com a qual os militares venezuelanos agiram contra indígenas da etnia Pemon. O confronto, segundo ela, resultou em duas mortes e mais de 15 feridos. Seis das vítimas estão internadas no Hospital Geral de Roraima (HGR), unidade situada na capital.

“É um ato absolutamente condenável por parte da Força Nacional de Segurança, do usurpador Nicolás Maduro, e da Guarda Nacional, contra uma comunidade indígena que clama unicamente pelo ingresso da ajuda humanitária e medicamentos”, disse.

Em uma rápida conversa com a equipe da FolhaWeb, a embaixadora informou que  ela e as autoridades brasileiras ainda estão definindo como ser dará o envio dos donativos até Pacaraima.  Alimentos e medicamentos chegaram nesta manhã a Base Aérea de Boa Vista (BABV) e devem ser transportados amanhã, 23, para a fronteira.

O clima na fronteira entre os dois países é considerado tenso, principalmente do lado venezuelano, que estão impedidos de atravessar para o lado brasileiro.

Sobre os seis feridos transferidos para Boa Vista, cinco estão passando por procedimento cirúrgico e um está fora de perigo. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

 

Feridos

Sete venezuelanos passam por atendimento no Hospital Geral de Roraima, vítimas de conflitos na Venezuela, numa região a 70 quilômetros da fronteira com o Brasil.

São eles: Fidel Gabriel Pulido Fernandez, 36 anos; Geber Alfredo Perez Rivero, 21 anos; Kliver Alfredo Perez Rivero, 24 anos; Rolando Garcia Martinez, 52 anos; Alfredo Perez, 48 anos; Evencio Sosa, 44 anos; e Onesimo Rigoberto Fernandez, 48 anos.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau), todos estão com ferimentos provocados por arma de fogo. “O estado de saúde desses pacientes é considerado grave, sendo que três deles estão em situação mais crítica” informou a Sesau.

Cinco pacientes foram encaminhados ao Centro Cirúrgico da Unidade. Os outros dois estão em observação no Grande Trauma. Todos foram trazidos para Boa Vista em ambulâncias da própria Venezuela.

Além disso, dois venezuelanos foram atendidos no Hospital Délio Tupinambá, em Pacaraima. Eles tinham escoriações leves e já receberam alta.

 

Fonte: Folha de Boa Vista

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