Couto recomenda autocrítica a Dom Aldo e diz que ele foi só gestor e não pastor

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O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) falou sobre vários temas em entrevista concedida ao programa Primeiro Plano, da TV Manaíra, em João Pessoa. Um dos que chamou mais a atenção foi o conselho que deu ao agora arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto.
Ao ser questionado sobre a proibição feita por ele quanto à participação de padres na política, Couto respondeu: “Dom Aldo usava o ´faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço´. Ele estava sempre apoiando candidaturas e eu fui vítima da perseguição dele aqui. Espero que possa aproveitar esse momento em que vai para sua congregação para fazer uma autocrítica e perceba que não foi um pastor. Foi um gestor. Não precisamos na igreja de gestores, mas de pastores que cuidem do rebanho. É isso que o Papa Francisco coloca. Não cuidou da evangelização, das pastorais e ficou muito agregado à questão econômica, do patrimônio. E essa não é a obrigação da igreja, que deve levar a Boa Nova a todas as criaturas. Na minha vida, não misturo as questões de padre com as de político. A eucaristia, a oração, a palavra de Deus são alimentos que me fortalecem. E a luta como parlamentar é para combater a corrupção, a violência e a impunidade”.
Couto ainda abordou a pré-candidatura do professor Charliton Machado a prefeito de João Pessoa e disse que ela é importante, dentre outros motivos, pela necessidade de mostrar à população o que os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram pelo povo brasileiro e paraibano e para eleger uma bancada de vereadores que represente a defesa de políticas públicas enaltecidas pelo Partido dos Trabalhadores na educação, saúde, infraestrutura, cultura e geração de emprego, etc. “Não podemos ficar parados diante desse governo golpista, usurpador e contrário à vontade de 54 milhões de eleitores, que sofreram um golpe e esse golpe não pode continuar”.
O parlamentar, como já havia feito em instâncias partidárias e publicamente, admitiu que o PT cometeu erros. Entre eles citou o fato de não ter realizado reformas como a política e a tributária, além da falta de diálogo profundo com a população. Na relação, Couto citou ainda que o partido deveria ter promovido uma formação política eficaz com seus filiados: “Ao contrário dos anarquistas, que dizem: ´Se há governo, sou contra´, o PT abrigou, durante seus bons momentos, os oportunistas, que dizem: ´Se há governo, estou dentro´. É por isso que defendo uma revisão dos filiados para ver quem, de fato, é militante”.
Dilma volta?
O deputado federal afirmou sua crença no retorno da presidente Dilma Rousseff ao cargo. “O Ministério Público Federal já disse que não houve pedaladas [fiscais]. O que houve foi uma invenção financiada pelo capital internacional para dar um golpe que começou em 2005 com Lula. Acredito que Dilma vai retornar para fazer o que deveria ter feito. Temos que ter um governo que possa gerar empregos, distribuir renda e continuar investindo na educação e na saúde, impedindo o avanço desse governo golpista. O trabalho está sendo feito em silêncio para convencer os senadores porque o atual governo, quando sabe que tem um indeciso, opera. E já ofereceu até Furnas como prêmio para um parlamentar”, disse, numa referência indireta a Romário (PSB), que conseguiu nomear um diretor da estatal numa articulação que a imprensa tratou como barganha com o presidente Michel Temer.
Fonte: parlamentopb

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