Como os brasileiros sentiram a economia no 3º trimestre de 2019? G1 conta histórias de empreendedores

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Brasileiros contam se sentiram ou não alguma melhora da economia no terceiro trimestre de 2019 — Foto: Fábio Tito e Karina Trevizan/G1Brasileiros contam se sentiram ou não alguma melhora da economia no terceiro trimestre de 2019 — Foto: Fábio Tito e Karina Trevizan/G1

Brasileiros contam se sentiram ou não alguma melhora da economia no terceiro trimestre de 2019 — Foto: Fábio Tito e Karina Trevizan/G1

Em meio a essa demora de uma recuperação mais robusta, quem vive a chamada “economia real” busca alternativas para não ficar para trás.

G1 ouviu novamente empreendedores entrevistados no começo do ano, ao final do primeiro trimestre e no encerramento do segundo. Eles contam como a situação da economia vem se refletindo em seus negócios, e falam sobre suas impressões sobre o terceiro trimestre. Os entrevistados também comentam o que mudou em suas empresas nos últimos meses e quais são suas expectativas e planos para os próximos meses.

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As histórias

Para o casal de enfermeiros Guilherme George Souza Silva e Susiene Dias Vitorino da Silva, que começaram o ano bastante empolgados com seu novo negócio e nos meses seguintes mudaram bastante suas expectativas ao se deparar com o cenário da economia, o terceiro trimestre foi marcado como um período em que as coisas começaram a se tranquilizar. Mas, mesmo com alguma perspectiva de alívio, eles preferem manter a cautela.

“Eu estou com medo de falar de economia e de perspectivas porque eu comecei 2019 tão eufórico. Mas a gente sofreu”, explica Guilherme.

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Em um movimento oposto, o casal de bailarinos Patrícia Pressutti e André Matos, que estavam aguardando o país deixar a crise de vez para colocar em prática planos de investimentos mais robustos na estrutura de sua escola de dança em São Paulo, decidiram parar de esperar e adequar o projeto ao cenário atual: a partir de janeiro, a empresa vai se mudar para um espaço maior e com mais estrutura, mas o custo vai cair pela metade. Isso porque eles passarão a dividir espaço com outra escola, em esquema de coworking.

“Dessa necessidade surge a criatividade de enxergar possibilidades”, diz André. “Justamente o mercado parado faz a gente inovar. Então, esse cenário é que fez a gente criar, na verdade, coragem para fazer essa mudança”, complementa Patrícia.

Já Luana Crescêncio da Silva e Luis Gustavo da Silva não fizeram tantas mudanças em seu buffet de festas em domicílio neste trimestre, mas contam que o negócio tem se transformado. Segundo eles, a demanda de clientes segue aquecida (eles tiveram em julho o melhor mês desde que a empresa foi criada), mas o público mudou. Com os reajustes recentes de preços, eles passaram a atingir clientes de maior poder aquisitivo. Mesmo assim, a quantidade de eventos segue crescendo, suavizando a preocupação que eles tinham de consolidar um modelo de negócios que surgiu em meio ao corte de gastos das famílias na crise.

“A gente sente que o nosso serviço já está consolidado, que as pessoas já buscam como uma alternativa mesmo não só por conta da crise, mas uma alternativa que já se fixou”, diz Luana.

Veja abaixo os relatos das três famílias sobre o terceiro trimestre de 2019 e suas impressões sobre a economia:

Guilherme e Susiene

Para Guilherme e Susiene, os primeiros meses à frente de seu negócio próprio trouxeram várias dificuldades, mas a situação já dá sinais de mais tranquilidade. — Foto: Fábio Tito/G1Para Guilherme e Susiene, os primeiros meses à frente de seu negócio próprio trouxeram várias dificuldades, mas a situação já dá sinais de mais tranquilidade. — Foto: Fábio Tito/G1

Para Guilherme e Susiene, os primeiros meses à frente de seu negócio próprio trouxeram várias dificuldades, mas a situação já dá sinais de mais tranquilidade. — Foto: Fábio Tito/G1

Depois de um começo mais difícil que o esperado, a casa de repouso dos enfermeiros teve meses mais tranquilos no segundo semestre do ano. Isso porque eles terminaram de pagar alguns investimentos que tinham feito de forma parcelada e, com isso, as receitas passaram a superar as saídas mensais da empresa. “Mas assim, de uma maneira bem discreta”, pondera Guilherme. “Começou a gastar menos. Não é que rendeu muito mais.”

A cautela tem motivo, segundo ele: eles estão “mais com o pé no chão” que no começo do ano. Por isso mesmo, por exemplo, a obra de ampliação do espaço para abrir mais vagas no andar de cima da casa, que havia sido interrompida no trimestre anterior, segue parada até as duas vagas que restam no andar de baixo serem preenchidas.

“Não há necessidade de mexer com obra enquanto a gente não tem certeza. Vamos despender dinheiro para começar a mexer em infraestrutura? E se não vier?”, diz Guilherme sobre o adiamento do investimento.

Ele diz que não se arrepende de ter iniciado a obra, embora pondere que talvez tenha se precipitado. Mas se diz contente por estar ganhando experiência para não cometer os mesmos erros. “Tem a parte de adquirir experiência. Porque se a gente tivesse essa ideia de números, não começaria a obra no meio do ano. Esperaria todo o ano, seguraria mais dinheiro. Não deixaria o dinheiro em material de construção, deixaria numa poupança. Seria utilizado para essa finalidade, mas não naquele momento”, comenta.

Os enfermeiros Guilherme e Susiene no andar superior; as obras no local devem aumentar a capacidade da casa de repouso, mas eles decidiram adiar a conclusão. — Foto: Fábio Tito/G1Os enfermeiros Guilherme e Susiene no andar superior; as obras no local devem aumentar a capacidade da casa de repouso, mas eles decidiram adiar a conclusão. — Foto: Fábio Tito/G1

Os enfermeiros Guilherme e Susiene no andar superior; as obras no local devem aumentar a capacidade da casa de repouso, mas eles decidiram adiar a conclusão. — Foto: Fábio Tito/G1

Mas, embora Guilherme acredite que a economia em 2020 vá ficar “do mesmo jeitinho que em 2019” e “crescer pouco”, os dois seguem apostando que seu negócio vai dar certo. “Eu me mantenho dizendo a mesma coisa: a casa só andou e vai continuar andando porque a gente é da área e sabe o que está fazendo. (…) E a gente acabou aprendendo a lidar com dinheiro, a saber direitinho o momento certo de usar. Vira um jogo até. Se você errar aqui, não vai sobrar lá. A gente adquiriu experiência financeira ao longo dos dez meses deste ano. Agora a gente entendeu como funciona.”

Patrícia e André

Patrícia e André dizem que já percebem sinais de que a economia vai melhorar em 2020 — Foto: Karina Trevizan/G1Patrícia e André dizem que já percebem sinais de que a economia vai melhorar em 2020 — Foto: Karina Trevizan/G1

Patrícia e André dizem que já percebem sinais de que a economia vai melhorar em 2020 — Foto: Karina Trevizan/G1

Fonte: G1 (Grupo Globo)

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