Prefeitura de Areia adota método que eleva qualidade de ensino no município

Destaque

A grande maioria dos alunos da rede pública rural do município de Areia, que dividiam salas de aula com colegas de outras idades e séries, acompanhadas por um único professor, que  ministrava conteúdos diversos, estão sendo direcionados a outras escolas com maior estrutura física e estrutural, acomodados em turmas únicas de ensino, não multisseriadas, através do processo legal denominado nucleação.

As escolas núcleo para onde esses alunos convergem através de transporte disponibilizado pela Prefeitura, dispõem de quadra de esportes, refeitório, biblioteca, material e assistência pedagógica, que lhes proporcionam, inclusive, inclusão digital.

O factóide, exposto de forma sensacionalista por meio de vídeo em redes sociais e em alguns sites por adversários políticos do atual gestor, motivou a secretária municipal de educação Sandra Medeiros a informar ao promotor de justiça curador da Criança e da Juventude da Comarca, solicitando auxílio, no sentido de que os alunos vítimas desse movimento de “resistência” possam voltar a frequentar a rede municipal de ensino, assegurando-lhes o direito à educação digna e de qualidade prevista em lei.

As escolas núcleo para onde esses alunos convergem através de transporte disponibilizado pela Prefeitura, dispõem de quadra de esportes, refeitório, biblioteca, material e assistência pedagógica e biblioteca, que lhes proporcionam, inclusive, inclusão digital.

O processo de agrupação em escolas centrais/seriadas, adotado após criterioso levantamento técnico, que visa a melhoria na qualidade do ensino, com maior investimento em infraestrutura e material humano, foi construído em Areia junto à comunidade e ao Conselho Municipal de Educação, de forma que os estudantes continuem no campo, saindo de uma escola para outra com as mesmas características rurais e com remanescentes quilombolas.

Benefícios

A iniciativa, que acompanha uma tendência nacional de aplicação dos recursos financeiros destinados à educação, permite ainda à Secretaria de Educação melhorias no gerenciamento da distribuição da merenda escolar, acompanhamento pedagógico das unidades escolares, formatação das rotas para oferecimento mais eficaz de transporte escolar, exercício periódico das visitas da equipe pedagógica e disponibilização do acesso à internet a um maior número de alunos, dentre outros benefícios.

Ainda assim, um grupo de crianças em idade escolar da comunidade rural do Sítio São José, onde está encravada a escola municipal “Maria Emília Maracajá”, incluída no processo de nucleação, está sendo submetido, após caminhar longas distâncias, a frequentar aulas em salas improvisadas cobertas por lonas e “professores” voluntários, sem oferecimento de merenda escolar, sem acesso a sanitários, com mobiliário inadequado.

Apelo ao MP

O factoide, exposto de forma sensacionalista por meio de vídeo em redes sociais e em alguns sites por adversários políticos do atual gestor, motivou a secretária municipal de educação Sandra Medeiros a informar e solicitar auxílio ao promotor de justiça, curador da Criança e da Juventude da Comarca, no sentido de que os alunos vítimas desse movimento de “resistência” possam voltar a frequentar a rede municipal de ensino, assegurando-lhes o direito à educação digna e de qualidade prevista em lei.

“Esse movimento, apoiado por alguns vereadores, conta com explícito envolvimento de líderes comunitários, movimentos sindicais e representações de classe, busca equivocadamente, estimular a comunidade a segui-lo, ignorando os ganhos introduzidos pela edilidade em favor das crianças/estudantes ligadas à rede municipal de ensino”, afirmou.

Sobre a nucleação

A nucleação, prevista pela Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Municipal n. 881/2015 e pelo Ministério da Educação, já é aplicado há muitos anos com diferentes nomenclaturas em outros países, a exemplo dos Estados Unidos, Costa Rica, Índia, Irã, Colômbia, Canadá.

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