Codificados: Luís Tôrres desmente números “exagerados” e cita mecanismos de controle

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Setores da imprensa paraibana noticiaram, nesta quarta-feira (29), uma suposta lista disponibilizada pelo Banco do Brasil de servidores codificados, ou seja, que recebem por produtividade na gestão de Ricardo Coutinho (PSB) como governador da Paraíba. Segundo o levantamento dos blogs, seriam 21 mil servidores desta categoria no Estado, um número tido como alarmante pelos mesmos.

No entanto, em contato com a reportagem do Paraíba Já, o secretário de Comunicação Institucional da Paraíba, Luís Tôrres, corrigiu algumas informações que foram apontadas nas publicações dos blogs. Ele deixou claro que o número divulgado está equivocado. Atualmente, seriam cerca de 8 mil servidores que recebem por produtividade na Paraíba, quase um terço do que foi noticiado.

“Existem aproximadamente oito mil servidores nesta situação. Não 21 mil, como se tenta passar. Tais dados, inclusive, atualmente, são mensalmente repassados ao Tribunal de Contas do Estado para acompanhamento e comprovação”, garantiu.

Tôrres lembrou ainda que o número era bem maior nas outras gestões e vem sendo reduzido progressivamente no governo de Ricardo. Além disso, mecanismos rigorosos de controle de produção teriam sido implantados para dirimir a chance de prejuízo aos cofres públicos.

“Isto não passa de sensacionalismo barato sobre um tema requentado. O fato é que este governo reduziu a quantidade de servidores que recebem por produtividade e impôs mecanismos de controle rigoroso para assegurar o cumprimento do serviço, coisa que não se registrava nas gestões passadas, quando “os codificados” foram realmente inventados, e ninguém poderia saber onde eles de fato trabalhavam (se trabalhavam), pois tratava-se de uma época em que ninguém dava muita manchete sobre o tema”, observou.

Sobre a alegação de supostos pagamentos de altos salários para tais servidores, o secretário lembrou que nesta lista se encontram médicos que fazem plantão e recebem altas remunerações e que frequentemente a oposição acusa o governo de pagar maus salários para tal categoria.

“Os maiores salários, por sua vez, são resultado da produtividade e de plantões de médicos, cujos oposicionistas, vez por outra, dizem que ganham mal neste Estado”, finalizou.

 

 

 

Fonte: Paraíba Já

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